sexta-feira, 3 de junho de 2011

DIA DE LUTA CONTRA O TABACO.

O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público que hoje prestigia esta Casa nas galerias, amigos assíduos da TV Assembleia, hoje o assunto que predomina nesta tribuna é sobre vícios, o uso de drogas.
“Dia Mundial sem Tabaco
A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, pelos 191 países membros da organização. Ela pretende sensibilizar a comunidade em geral sobre os malefícios do consumo dos produtos derivados do tabaco, divulgar e reforçar as leis que restringem o uso do tabaco em ambientes fechados, estimular os principais empregadores a converterem suas empresas em ambientes livres de tabaco, promover e divulgar o Programa Nacional para o Controle do Tabagismo, divulgar e apoiar o desenvolvimento e adoção da Convenção Quadro Internacional para o Controle do Tabaco, proposta pela Assembleia Mundial de Saúde.
Após anos de consumo, o tabaco vem perdendo suas características “positivas”, e mostrando seu verdadeiro perfil. Hoje não há mais muita dúvida sobre os malefícios do uso de seus derivados para a saúde do fumante e de todos que vivem ao seu redor. O tabagismo, segundo vários estudos, é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora), e quase 50 doenças diferentes.
Principais malefícios do cigarro
As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. Apenas 6,7% dos casos de câncer de pulmão não está relacionado ao cigarro, pois 90% ocorre em fumantes, e 3,3% em fumantes passivos (pessoas que apenas convivem com a fumaça do cigarro).
Na maioria das vezes, o cigarro leva à morte por doença coronariana (obstrução das artérias do coração), bronquite e enfisema, câncer no pulmão, outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero), e doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral e obstrução na circulação das pernas). Mesmo não levando à morte, este hábito pode causar impotência sexual no homem, complicações maternas e fetais na gravidez, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, e trombose vascular; podendo culminar com amputação de extremidades e membros inferiores.
Fumante passivo
O cigarro não afeta apenas as pessoas que optam por este hábito sabidamente prejudicial. Os não-fumantes expostos à sua fumaça absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias contidas no cigarro, charuto ou cachimbo, da mesma forma que os fumantes. A quantidade de tóxicos absorvidos passivamente depende da extensão e da intensidade da exposição, além da qualidade da ventilação do ambiente. Os fumantes passivos sofrem os efeitos imediatos da poluição tabágica ambiental, tais como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, dor de cabeça, exacerbação de problemas alérgicos e cardíacos - principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória, aumento do risco de aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.
Avanços na legislação
No Brasil progressivamente surgem leis em nível estadual e municipal preservando os direitos dos não-fumantes. A propaganda e publicidade dos derivados do tabaco em revistas, jornais, televisão, rádio e outdoors está proibida, assim como o patrocínio de eventos esportivos nacionais e culturais pela indústria tabaqueira; o uso desses produtos nos veículos de transporte coletivo; a venda por via postal; a distribuição de amostra ou brinde; a propaganda por meio eletrônico, inclusive Internet; e a comercialização em estabelecimentos de ensino e de saúde. Também foi determinada a veiculação de advertências sobre os malefícios do tabagismo nas embalagens e qualquer tipo de propaganda sobre o produto; além da proibição do fumo em ambientes públicos fechados, exceto em áreas reservadas aos fumantes.
Fonte: Boa Saúde.”
Os Deputados Edson Ferrarini, João Antonio e outros abordaram esse tema. Nunca houve proibição para essa droga, mas ela também é uma droga e mata. O vício do cigarro é tão avassalador que foi criada a Lei de Alerta: todos os maços de cigarro estampam fotografias assustadoras e diz que aquilo é consequência do uso do cigarro. Os viciados em cigarro são tão doentes, sabem que podem morrer em conseqüência do fumo, mas uns brincam, falam que querem morrer devagarinho, outros protestam e dizem que para eles não faz mal, mas comprovadamente o cigarro é prejudicial à saúde. Quando eu era vereador na Cidade de Suzano, aprovamos uma lei que proibia o fumo do cigarro no recinto da Câmara Municipal. Usei a tribuna nesse dia e fui um pouco exagerado, a meu ver. Falei que todos os fumantes eram pouco inteligentes.
O Presidente da Câmara era médico e assim que terminei o meu pronunciamento, ele pediu para o vice assumir e pediu a palavra. Eu esperava que ele viesse fazer uma defesa e contestar o meu discurso. E ele falou: "Quero dizer ao Vereador Candido que tenho dois defeitos: sou pouco inteligente e sou burro, porque sou médico, mas não posso parar de fumar."
As pessoas têm dificuldade quando se viciam. Imaginem, então, os viciados em crack, que é oriundo do uso da maconha. Todos os viciados, é comprovado, começam com a maconha e não param nunca mais.
Portanto, concordo com todas as palavras ditas aqui, até agora, porque nosso ex-Presidente da República, Fernando Henrique, foi covarde, porque não teve a coragem, pelos oitos anos em que foi Presidente de levantar essa polêmica e agora, para virar notícia, para ficar na mídia, comete essa barbaridade e defende a liberação da maconha.


Discurso que proferi na Assembleia Legislativa de São Paulo, durante a 053ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 31 de maio.
Deputado Estadual José Candido

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