O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT -
Quero fazer aqui, nesta oportunidade, um anúncio e, ao mesmo tempo, uma conscientização. Outubro é considerado o Mês Mundial de Conscientização do Câncer de Mama. Uma pesquisa feita pelo Instituto Avon sobre o tema detectou um mito: 22% das mulheres acreditam estar imunes à doença por não terem histórico na família.
Existe um alerta de que 90% dos cânceres de mama não têm componente hereditário ou familiar. Ou seja, o risco é de todos nós.
Vou ler a estatística aqui sobre o câncer de mama porque isso conscientiza também os homens.
“Mais de 25 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de câncer, uma das doenças que mais matam em todo o mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), as estatísticas mundiais mostram que, em 2000, houve 5,3 milhões de novos casos em homens e 4,7 milhões em mulheres. As taxas de câncer de mama duplicaram no mundo todo nos últimos 30 anos.
Quando falo nós porque homens também têm câncer de mama. Não tanto quanto as mulheres, mas eles têm que saber e fazer a prevenção.
Mais de 11 milhões de pessoas são diagnosticados com Câncer de mama a cada ano. Estima-se que haverá 16 milhões de casos novos em 2020, segundo a Sociedade Americana de Cancerologia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência. Ela continua aumentando, mas esse fenômeno pode ter como causa a falta de uma maior mobilização da população para realizar exames preventivos, ou até um crescimento demográfico maior do que o estimado.
“No Brasil, o câncer de mama é o câncer que mais causa morte entre as mulheres.
Na região sudeste, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com um risco estimado de 71 casos novos por 100 mil. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres das regiões sul (69/100 mil).
2. Os sintomas e os riscos
O câncer de mama não dá sinal de existência nos estágios iniciais de desenvolvimento. A aparência externa dos seios continua igual, não há dores e nenhum tipo de mal-estar. Nesse momento, só mesmo os exames clínicos e a mamografia podem indicar o problema. Numa fase bem inicial, a chance de cura chega a 98%. Por isso que é tão importante promover a detecção precoce.
4. Importância da detecção precoce
Não existe forma de se evitar o câncer de mama, mas é possível diminuir os índices de mortalidade pela doença. A chave é a detecção precoce, pois quando a doença é diagnosticada em estágio bem inicial, a chance de cura e de não-reincidência nos próximos cinco anos, chega a 98%.
Promover a detecção precoce é incentivar o auto-exame. O exame clínico de mamas e a mamografia são formas complementares de diagnosticar a doença, e iniciar o tratamento rapidamente. A rotina de exames de toda mulher deve incluir esses exames, de acordo com a idade, o histórico familiar e o perfil de saúde.
O auto-exame: a partir dos 20 anos, toda mulher precisa começar a trocar ideia sobre o auto-exame com o ginecologista.
O exame clínico: mulheres com idade entre 20 e 30 anos, devem submeter-se ao exame clínico das mamas, pelo menos, uma vez a cada três anos. Para as com 40 ou mais, a periodicidade diminui para um ano.
A mamografia: a partir dos 40 anos, a mulher já deve começar a fazer uma mamografia por ano ou pelo menos a cada dois anos. Esse é um exame de raio-x, capaz de detectar pequenos nódulos, dois anos antes de serem percebidos no auto-exame. A mamografia ainda é o melhor método para detectar o câncer de mama.
Fonte: Instituto Avon”
Deixo estas informações e essa conscientização para as mulheres de todo o Estado de São Paulo e também do Brasil, aliás, para os homens também porque todo câncer, se detectado no começo pode ter cura.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 114ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 05 de outubro.
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