O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, público presente nas galerias, que são muito bem-vindos, antes de tudo quero parabenizar a cidade de Guarulhos, que ao longo do tempo tem sido governada por bons prefeitos. O deputado Eloi Pietá começou no ano de 2000 e o deputado Almeida está dando continuidade. A cidade cresceu com muito mais dignidade nesses últimos 12 anos. Parabéns à cidade de Guarulhos por mais um aniversário!
Mas o que me traz à tribuna, lamentavelmente, a exemplo de outros deputados que me antecederam, são algumas denúncias ruins, porque a falta de política pública nas nossas cidades do nosso estado é muito grande.
O assassinato de três moradores em situação de rua na cidade de Campinas, no último fim de semana, expôs mais uma vez o déficit da política social direcionada a essa parcela da população. Ainda bem que a secretária Darci da Silva conseguiu através de negociação impedir a redução de mais de 45% no orçamento para assistência social que poderia acontecer.
O novo censo da população em situação de rua, que estava marcado para essa segunda-feira, foi adiado por falta de clima diante desses três assassinatos de moradores de rua que aconteceram em Campinas onde, segundo o censo desse ano, havia 536 pessoas nessa situação contra 1.043 detectadas em 2007. Houve uma diminuição, mas ainda a situação é grave, tanto na cidade de Campinas, como na cidade de São Paulo, onde foram registradas 13 mil pessoas morando nas ruas segundo o último censo. A necessidade de um trabalho social mais efetivo com os moradores em situação de rua é defendida em Campinas pelo comandante da Guarda Municipal, da área central. O Sr. Kleber Bigelli diz o seguinte: “A gente se vê prejudicado, é um problema social”. Referindo-se ao esforço feito pela Guarda para evitar problemas gerados pelos andarilhos, o que fica difícil diante da demanda.
A gente percebe que episódios desse tipo acontecem não só na cidade de Campinas como em várias cidades do Estado de São Paulo, na minha própria cidade de Suzano, onde pessoas ficam morando nas ruas durante muitos e muitos anos. Percebo que falta um conjunto de políticas públicas ligadas ao governo do estado e também aos municípios, porque é normal a migração de uma cidade para outra sem uma solução adequada.
Estou aqui cobrando que as nossas autoridades envolvidas de todas as cidades se mobilizem, porque já é degradante essa situação de não ter um teto; mais degradante ainda é quando acontecem crimes.
Duas vítimas foram atacadas na madrugada de domingo e a outra na madrugada de sábado. O delegado tem uma suspeita, mas ninguém foi preso. Pode ser até mesmo uma perseguição ou uma oportunidade para fazer uma “faxina” tratando seres humanos como se fossem meros objetos.
Discurso proferido na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 151ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 07 de dezembro.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
PARABÉNS HERCULÂNDIA, PELOS SEUS 67 ANOS DE VIDA!
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputados, este Deputado que vos fala vem a tribuna, hoje, para parabenizar a cidade de Herculândia.
“Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, hoje também na qualidade cidadão Herculandense, não poderia deixar de parabenizar aquela bela por seu aniversário.
Historicamente, a cidade de Herculândia nasceu em 30 de novembro de 1944.
O primeiro acampamento na extensa mata, hoje conhecida como a cidade de Herculândia, foi feito pela primeira vez em 1927, graças ao espírito aventureiro e desbravador de seu fundador, um dentista carioca que nunca exerceu a profissão, o Sr. José Pereira da Silva, o “Pereirinha”, como era chamado. Inicialmente, fundou-se a vila que se chamou de Santana em homenagem à padroeira do dia da fundação (Sant’ Anna) e também ao nome da mãe de seu fundador (Ana). Habitada por índios e animais selvagens, a vila de Santana atraiu além de familiares e amigos de seu fundador, muitos forasteiros que ali se fixaram com a promessa de progresso devido à estrada férrea que cortava a região. Após 17 anos, a vila da então “Santana” foi elevada a município de Herculândia, aos 30 dias do mês de novembro de 1944, e que hoje completa 67 anos de existência.
Em meu primeiro mandato, estive sempre presente na cidade de Herculândia, principalmente visitando e ajudando, por meio de emendas parlamentares, o Hospital São José, entidade na qual também fui homenageado com título de “Amigo Benemérito do Hospital São José”, tendo meu nome na Sala de Urgência chamada “José Cândido”, ato que muito me emocionou. Tive oportunidade de conhecer a simpática irmã Diva, lutadora das causas sociais e pessoa a quem tenho grande apreço e consideração, e que muito bem administra os recursos recebidos pelo hospital e que ganhou não só minha admiração, mas também meu respeito.
Neste segundo mandato, fui surpreendido, no início deste ano, com o recebimento do “Título de Cidadão Herculandense”, homenagem à minha trajetória política, já que sou nascido na região, e à minha atuação de destaque como parlamentar na cidade, que está localizada no Oeste Paulista. Agradeço ao nobre Vereador Cícero Bezerra, que foi quem me concedeu tal Honraria.
Parabenizo novamente a Cidade de Herculândia, por esta data importante que marca não só mais um ano de existência, mas também as lutas e vitórias de um povo que não desanima, e não vacila em trilhar caminhos rumo a uma Herculândia cada vez melhor. Estimo não só a cidade, mas os laços de amizade que construímos, com a Vereadora Rosa Maria, o Vereador Marcos Sanches, e em especial, a irmã Diva e o Vereador Cícero Bezerra, responsáveis por minha atuação política na cidade. Nas pessoas destes amigos, agradeço todo o carinho e recepção sempre calorosa que recebo da população quando visito Herculândia.
Parabenizo Herculândia, não só como parlamentar, mas também como cidadão herculandense que sou, pelos seus 67 anos de vida, e como sempre disse em minhas visitas à região, não sou deputado, estou deputado e assim, quero poder continuar sendo uma ferramenta de trabalho à disposição não só daqueles que me elegeram, mas também daqueles que necessitam de ajuda. Parabéns Herculândia, pelos seus 67 anos de vida!”
Discurso proferido na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 146ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 30 de novembro.
“Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, hoje também na qualidade cidadão Herculandense, não poderia deixar de parabenizar aquela bela por seu aniversário.
Historicamente, a cidade de Herculândia nasceu em 30 de novembro de 1944.
O primeiro acampamento na extensa mata, hoje conhecida como a cidade de Herculândia, foi feito pela primeira vez em 1927, graças ao espírito aventureiro e desbravador de seu fundador, um dentista carioca que nunca exerceu a profissão, o Sr. José Pereira da Silva, o “Pereirinha”, como era chamado. Inicialmente, fundou-se a vila que se chamou de Santana em homenagem à padroeira do dia da fundação (Sant’ Anna) e também ao nome da mãe de seu fundador (Ana). Habitada por índios e animais selvagens, a vila de Santana atraiu além de familiares e amigos de seu fundador, muitos forasteiros que ali se fixaram com a promessa de progresso devido à estrada férrea que cortava a região. Após 17 anos, a vila da então “Santana” foi elevada a município de Herculândia, aos 30 dias do mês de novembro de 1944, e que hoje completa 67 anos de existência.
Em meu primeiro mandato, estive sempre presente na cidade de Herculândia, principalmente visitando e ajudando, por meio de emendas parlamentares, o Hospital São José, entidade na qual também fui homenageado com título de “Amigo Benemérito do Hospital São José”, tendo meu nome na Sala de Urgência chamada “José Cândido”, ato que muito me emocionou. Tive oportunidade de conhecer a simpática irmã Diva, lutadora das causas sociais e pessoa a quem tenho grande apreço e consideração, e que muito bem administra os recursos recebidos pelo hospital e que ganhou não só minha admiração, mas também meu respeito.
Neste segundo mandato, fui surpreendido, no início deste ano, com o recebimento do “Título de Cidadão Herculandense”, homenagem à minha trajetória política, já que sou nascido na região, e à minha atuação de destaque como parlamentar na cidade, que está localizada no Oeste Paulista. Agradeço ao nobre Vereador Cícero Bezerra, que foi quem me concedeu tal Honraria.
Parabenizo novamente a Cidade de Herculândia, por esta data importante que marca não só mais um ano de existência, mas também as lutas e vitórias de um povo que não desanima, e não vacila em trilhar caminhos rumo a uma Herculândia cada vez melhor. Estimo não só a cidade, mas os laços de amizade que construímos, com a Vereadora Rosa Maria, o Vereador Marcos Sanches, e em especial, a irmã Diva e o Vereador Cícero Bezerra, responsáveis por minha atuação política na cidade. Nas pessoas destes amigos, agradeço todo o carinho e recepção sempre calorosa que recebo da população quando visito Herculândia.
Parabenizo Herculândia, não só como parlamentar, mas também como cidadão herculandense que sou, pelos seus 67 anos de vida, e como sempre disse em minhas visitas à região, não sou deputado, estou deputado e assim, quero poder continuar sendo uma ferramenta de trabalho à disposição não só daqueles que me elegeram, mas também daqueles que necessitam de ajuda. Parabéns Herculândia, pelos seus 67 anos de vida!”
Discurso proferido na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 146ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 30 de novembro.
RACISMO EM SANTA ISABEL - DEPUTADO JOSÉ CANDIDO REPUDIA CHARGE DE JORNAL RACISTA
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, Prefeito Hamilton, é um prazer recebê-lo e seja bem-vindo a esta Casa.
Sr. Presidente, passo a ler um acontecimento de racismo ocorrido em Santa Isabel:
“Racismo em Santa Isabel
No dia 12 de novembro próximo passado o jornal Agora News, de Santa Isabel publicou uma charge em que coloca um urubu pintado de verde, com a seguinte legenda: “em Santa Isabel, a esperança é um urubu pintado de verde”.
Ocorre que em Santa Isabel, o nosso amigo Padre Gabriel, que é negro, um importante ativista na luta da promoção da igualdade racial, principalmente no seio da igreja católica, decidiu juntamente com seus pares, que irá concorrer ao cargo de prefeito daquela cidade. Tanto que se afastou da direção da paróquia onde está há 14 anos.
Recentemente o Pe. Gabriel inaugurou, com mais três partidos, além do Partido Verde, no qual se filiou, o seu escritório político na cidade.
O Padre Gabriel não é do meu partido, mas eu o conheço há muitos anos e por ele tenho amizade e respeito, principalmente pela sua luta em defesa da igualdade, da fraternidade e da paz.
Não devemos nunca nos calar diante de qualquer atitude preconceituosa e racista, e entendo que um jornal tem o dever de informar e não difamar, como é caso aqui relatado.
Estamos no Ano Internacional do Afrodescendente, conforme decidido pela ONU, e uma demonstração de racismo odioso como deste jornal, nos faz refletir o quanto ainda estamos longe de conquistarmos a autodeterminação do povo negro e afrodescendente neste país.
Temos a lei que considera o racismo crime inafiançável. Porém, temos pouquíssima informação sobre alguém ter sido preso por ter praticado racismo no Brasil, daí chegamos à conclusão de que a nossa democracia ainda é muito frágil.
Para terminar, quero dizer que defendo a liberdade de imprensa, mas não defendo os maus jornalistas que, por atrás desta liberdade, cometem crimes de calúnia, difamação, racismo ou qualquer outro tipo de preconceito.”
Sr. Presidente, fiquei indignado com o que vi, o redator do jornal fez pedido de desculpas, sem assumir a sua responsabilidade. É inadmissível essa falta de respeito com uma autoridade da igreja, o padre Gabriel. É inadmissível uma charge preconceituosa, feita porque o candidato é negro e pertence ao Partido Verde. Isso foi uma maldade sem comparação, pois evidencia que o racismo ainda persiste em algumas pessoas que muitas vezes deixam cair suas máscaras. Isso chega a ser odioso, de uma maneira que não há nem cabimento comentarmos.
Quero então, repudiar esse jornal e dizer que, se depender de mim como sendo deputado negro, representante dos Direitos Humanos e representante da Frente Nacional da Igualdade Racial, vou trabalhar para que esse tipo de preconceito não aconteça.
Discurso proferido na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 145ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 29 de novembro.
Sr. Presidente, passo a ler um acontecimento de racismo ocorrido em Santa Isabel:
“Racismo em Santa Isabel
No dia 12 de novembro próximo passado o jornal Agora News, de Santa Isabel publicou uma charge em que coloca um urubu pintado de verde, com a seguinte legenda: “em Santa Isabel, a esperança é um urubu pintado de verde”.
Ocorre que em Santa Isabel, o nosso amigo Padre Gabriel, que é negro, um importante ativista na luta da promoção da igualdade racial, principalmente no seio da igreja católica, decidiu juntamente com seus pares, que irá concorrer ao cargo de prefeito daquela cidade. Tanto que se afastou da direção da paróquia onde está há 14 anos.
Recentemente o Pe. Gabriel inaugurou, com mais três partidos, além do Partido Verde, no qual se filiou, o seu escritório político na cidade.
O Padre Gabriel não é do meu partido, mas eu o conheço há muitos anos e por ele tenho amizade e respeito, principalmente pela sua luta em defesa da igualdade, da fraternidade e da paz.
Não devemos nunca nos calar diante de qualquer atitude preconceituosa e racista, e entendo que um jornal tem o dever de informar e não difamar, como é caso aqui relatado.
Estamos no Ano Internacional do Afrodescendente, conforme decidido pela ONU, e uma demonstração de racismo odioso como deste jornal, nos faz refletir o quanto ainda estamos longe de conquistarmos a autodeterminação do povo negro e afrodescendente neste país.
Temos a lei que considera o racismo crime inafiançável. Porém, temos pouquíssima informação sobre alguém ter sido preso por ter praticado racismo no Brasil, daí chegamos à conclusão de que a nossa democracia ainda é muito frágil.
Para terminar, quero dizer que defendo a liberdade de imprensa, mas não defendo os maus jornalistas que, por atrás desta liberdade, cometem crimes de calúnia, difamação, racismo ou qualquer outro tipo de preconceito.”
Sr. Presidente, fiquei indignado com o que vi, o redator do jornal fez pedido de desculpas, sem assumir a sua responsabilidade. É inadmissível essa falta de respeito com uma autoridade da igreja, o padre Gabriel. É inadmissível uma charge preconceituosa, feita porque o candidato é negro e pertence ao Partido Verde. Isso foi uma maldade sem comparação, pois evidencia que o racismo ainda persiste em algumas pessoas que muitas vezes deixam cair suas máscaras. Isso chega a ser odioso, de uma maneira que não há nem cabimento comentarmos.
Quero então, repudiar esse jornal e dizer que, se depender de mim como sendo deputado negro, representante dos Direitos Humanos e representante da Frente Nacional da Igualdade Racial, vou trabalhar para que esse tipo de preconceito não aconteça.
Discurso proferido na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 145ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 29 de novembro.
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