O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, alunos da Escola Estadual Adélio Ferraz de Castro, aqui presentes, quero enaltecer o exercício de cidadania dos professores dessa escola. Vocês são os responsáveis pelo Estado de São Paulo e pelo Brasil de amanhã. Por isso, são bem-vindos nesta Casa.
Eu quero dizer aos estudantes que hoje este plenário está vazio, sem deputados presentes, mas é porque no instante em que vocês estão aqui estão acontecendo várias reuniões de Comissões Permanentes. Existem 15 comissões aqui na Casa que discutem os projetos. Boa parte dos deputados estão reunidos em comissões e outros estão atendendo em seus gabinetes. Por isso o esvaziamento no plenário no momento do expediente.
Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, hoje quero falar sobre o desenvolvimento da minha cidade de Suzano, discutido em audiência pública na Câmara Municipal de Suzano.
Suzano aplicou quase 19% da arrecadação em saúde, no primeiro semestre. A prefeitura de suzano empenhou nos primeiros seis meses deste ano quase R$ 69,7 milhões na área da saúde. Do total, pouco mais de R$ 30,3 milhões já foram liquidados até o final do segundo trimestre.
As informações foram anunciadas pelo Secretário Municipal de Finanças, Edson Barbosa, na audiência pública de prestação de contas da saúde realizada na Câmara de Suzano, na tarde do dia 22 de agosto.
Os números indicam que o município aplicou, entre janeiro e junho deste ano, 18,54% de suas receitas, superando no período avaliado em mais de 3,5% o mínimo estabelecido pela Constituição Federal - que é de 15%.
Em recursos próprios, foram mais de R$ 34,7 milhões do total de receitas municipais, a União participou com R$ 13,2 milhões e o estado com menos de R$ 397 mil.
Os gastos foram:
- 35,44% ( R$ 24,7 milhões) com administração geral, folha de pagamento, encargos, manutenção de máquinas e equipamentos;
- 34,93% (R$ 24,3 milhões) em assistência hospitalar e ambulatorial, 24,27% (R$ 16,9 milhões) em atenção básica;
- 4,21% (R$ 2,9 milhões) em assistência farmacêutica e outros programas.
A diretora de atenção à saúde da Prefeitura de Suzano, Creuza dos Santos, representou a titular da pasta, Célia Bortoletto na audiência.
Na apresentação, Creuza destacou a garantia de mais de 150 mil consultas médicas e atendimentos na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência, no período de abril a junho. "Em especialidades foram 14.839 consultas médicas e 10.026 exames. Sem contar os 169.780 exames realizados em nosso laboratório municipal", completou.
Sobre a prevenção às doenças, Creuza apontou as campanhas de imunização contra a influenza, poliomielite e sarampo, onde o município superou todas as metas recomendadas.
Dentre os eventos realizados no 2° trimestre, Creuza comentou o lançamento da obra da unidade de pronto-atendimento 24h (UPA), no Jardim Revista, o lançamento do caderno para usuários do sistema único de saúde (SUS), no dia mundial da saúde (7/4), as ações de cultura adotadas na saúde mental como terapêutica, a campanha de prevenção às DST/Aids após o carnaval, que garantiu a identificação de cinco casos de HIV e três de sífilis, dentre os mais de 100 exames oferecidos.
A representante da Secretaria Municipal de Saúde valorizou ainda a iniciativa com relação à saúde do idoso. "Promovemos em Suzano também o primeiro seminário regional sobre envelhecimento, já que essa tendência aumenta a cada ano em nossa sociedade e deve ser uma preocupação de gestores de todo.o país".
Com relação ao hospital regional de Suzano, ela citou a audiência no Ministério, da Saúde e os passos seguintes que a gestão municipal vem empenhando para iniciar a implementação do projeto até o próximo ano. "Em 2 junho, o secretário de atenção à saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, em audiência em Brasília, com o Prefeito Marcelo Cândido e a Secretária Célia Bortoletto, comprometeu-se a formar uma comissão de técnicos do ministério e da administração municipal para elaboraçãode um cronograma de trabalho. No dia 7 de julho, uma representante do ministério esteve em Suzano para iniciar as discussões operacionais. E em 1° de agosto, durante o evento de assinatura das emendas parlamentares, no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito reiterou junto ao governador pedido de audiência feito anteriormente, para discutir a parceria no projeto de implantação do hospital regional de Suzano, que está bem acelerado no âmbito do Governo Federal. Em resposta, o Governador disse que iria organizar a agenda para uma audiência", concluiu.”
O que quero dizer com isso?
Durante alguns dias no primeiro semestre, nesta Casa falou-se muito sobre a Santa Casa de Suzano, sobre a Saúde no município, como de outras cidades.
Nesse sentido, quero deixar registrado que o Prefeito de Suzano, Marcelo Cândido, pediu uma audiência com o Governador - há uma parceria com o Governo do Estado - para tratar do hospital regional do município, que vai servir tanto a Suzano como a região do Alto Tietê.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 090ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 24 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
DEP. FALA SOBRE A JORNADA DA JUVENTUDE NO BRASIL EM 2013
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, funcionários desta Casa, telespectadores da TV Alesp, hoje achei interessante fazer jus a uma mensagem do Papa Bento XVI, como católico praticante que sou, sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Minha assessoria teve oportunidade de conseguir umas inserções que serão exibidas enquanto faço a leitura do seguinte texto:
“Papa confirma o Rio, sede da Jornada Mundial da Juventude em 2013
O Papa Bento XVI confirmou, na manhã do último domingo, dia 21, em Madri, que o Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013.
Será a 27ª Jornada. O evento acontece a cada três anos e foi antecipado para não coincidir com a realização da Copa do Mundo, no ano seguinte.
A data prevista para o evento no Brasil é de 23 a 28 de julho de 2013 e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.
O governador carioca, Sérgio Cabral, já declarou que pretende transformar a Jornada Mundial da Juventude em um encontro ecumênico. “Como o nosso Cristo Redentor, estaremos de braços abertos, esperando essa multidão de jovens de todo o mundo em busca de paz, harmonia e solidariedade”, disse Cabral.
O Rio será a segunda cidade latinoamericana a receber o evento, a outra foi Buenos Aires, com a primeira jornada, em 1987. Naquela ocasião, cerca de 20 milhões de jovens acompanharam os encontros.
“Este é o maior evento da igreja. Juntando o número de pessoas de uma copa do mundo e uma olimpíada, não dá a metade do que se dá numa jornada mundial da juventude”, destaca o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, Padre Carlos Sávio Costa Ribeiro.
Para os jovens da América Latina, será mais barato vir ao Brasil do que ir para uma Jornada Mundial da Juventude na Europa, por isso, o vice-Coordenador geral da Jornada Mundial da Juventude Rio, Dom Antônio Augusto, espera que o público será ainda maior que o da Jornada Mundial da Juventude Madri.
Mensagem do Papa para os jovens: “espero poder encontrar-vos daqui a dois anos, na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil. Até lá, rezemos uns pelos outros, dando testemunho da alegria que brota de viver enraizados e edificados em Cristo. Até breve, queridos jovens! Que Deus vos abençoe!”, manifestou o Bento XVI, em português, durante sua tradicional mensagem do Ângelus, após a missa, ainda em “Quatro Ventos”.
Papa no Brasil
A próxima visita do Papa ao Brasil indica também a atenção do Vaticano como país onde vivem mais pessoas que professam a fé católica no mundo.
Em 2005, segundo dados do IBGE, em 2000 o número de católicos era de 125 milhões.
Segundo dados da Santa Sé, antes da visita anterior do Pontífice, em 2007, eram 155,63 milhões, 84,5% da população católica.
Programação
Na programação oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio, já estão confirmadas as catequeses, a Via Sacra, a Vigília e a missa com o Papa, eventos já tradicionais em todas as edições da Jornada Mundial da Juventude.
Custos da Jornada Mundial da Juventude Rio
“A maioria dos recursos procederão das inscrições que começarão no final de 2012. Mas antes do início das inscrições, precisamos de recursos para as primeiras despesas como a divulgação”, explica o vice-coordenador.
Além das inscrições dos jovens, a igreja espera contar com recursos vindos de patrocinadores. Já os suportes na segurança e no transporte, serão concedidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como é natural em qualquer evento.
Expectativas
Desde 2007, quando o Brasil se colocou oficialmente como candidato para sede de uma Jornada Mundial da Juventude, que as expectativas eram grandes.
Em 2010, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, durante a jornada arquidiocesana da juventude, exibiu um vídeo expressando o entusiasmo da arquidiocese para que a capital carioca fosse escolhida como sede da próxima Jornada Mundial da Juventude.
Por quatro dias, entre 18 e 21 de agosto, o Papa Bento XVI foi para Madri, capital da Espanha, para acompanhar os eventos da Jornada Mundial da Juventude, que reúne católicos do mundo todo.
Quase dois milhões de pessoas participaram do evento.
A delegação brasileira enviada a Madri foi a maior de todas as jornadas. Mais de 15 mil jovens participaram da pré-jornada, catequeses, feira vocacional e vigília.
Também na última missa da Jornada de Madri, foi entregue a Cruz Peregrina. Criada pelo Papa João Paulo II, ela é levada, pelos jovens, a todo mundo como símbolo do amor de Cristo pela humanidade. No Brasil, a cruz chega em 18 de setembro, na Cidade de São Paulo.
Jornadas Mundiais da Juventude
As jornadas mundiais da juventude nasceram em 1984, por iniciativa do Papa João Paulo II. A inicial foi em Roma, marcando as celebrações do Ano Santo da Redenção.
Passou a ser permanente e cada encontro internacional tem como lema uma frase bíblica e todas contam com um hino, inspirando os jovens a refletir sobre o evangelho.
A cada três anos acontece um evento de caráter mundial, onde a celebração se estende por uma semana, com manifestações religiosas, culturais e festivas e se completa com uma eucaristia comandada pelo Papa.”
Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, é importante anunciar essa jornada da tribuna porque todos os dias deputados vêm a esta tribuna levantam a preocupação com a juventude que está enraizada no que não é positivo, enraizada nas drogas e outros males. Quem sabe essa jornada mundial, que será ecumênica, trará um pouco de paz, de tranqüilidade, de harmonia, tanto para nossa juventude quanto para o povo brasileiro.
Infelizmente, Sr. Presidente, aqui fala-se de 84% da fé católica, mas eu como católico praticante, percebo que tem muitos que se dizem católicos, mas que não são católicos e sim tem apelido, ou seja, buscam a religião somente na hora da angústia e da agonia. É importante que professamos a fé, seja ela católica, seja cristã, seja evangélica porque o mundo precisa de Deus.
Quem sabe essa jornada poderá ser um ponto de conversão ao povo brasileiro. Muito obrigado Sr. Presidente.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 089ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 23 de agosto.
“Papa confirma o Rio, sede da Jornada Mundial da Juventude em 2013
O Papa Bento XVI confirmou, na manhã do último domingo, dia 21, em Madri, que o Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013.
Será a 27ª Jornada. O evento acontece a cada três anos e foi antecipado para não coincidir com a realização da Copa do Mundo, no ano seguinte.
A data prevista para o evento no Brasil é de 23 a 28 de julho de 2013 e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.
O governador carioca, Sérgio Cabral, já declarou que pretende transformar a Jornada Mundial da Juventude em um encontro ecumênico. “Como o nosso Cristo Redentor, estaremos de braços abertos, esperando essa multidão de jovens de todo o mundo em busca de paz, harmonia e solidariedade”, disse Cabral.
O Rio será a segunda cidade latinoamericana a receber o evento, a outra foi Buenos Aires, com a primeira jornada, em 1987. Naquela ocasião, cerca de 20 milhões de jovens acompanharam os encontros.
“Este é o maior evento da igreja. Juntando o número de pessoas de uma copa do mundo e uma olimpíada, não dá a metade do que se dá numa jornada mundial da juventude”, destaca o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, Padre Carlos Sávio Costa Ribeiro.
Para os jovens da América Latina, será mais barato vir ao Brasil do que ir para uma Jornada Mundial da Juventude na Europa, por isso, o vice-Coordenador geral da Jornada Mundial da Juventude Rio, Dom Antônio Augusto, espera que o público será ainda maior que o da Jornada Mundial da Juventude Madri.
Mensagem do Papa para os jovens: “espero poder encontrar-vos daqui a dois anos, na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil. Até lá, rezemos uns pelos outros, dando testemunho da alegria que brota de viver enraizados e edificados em Cristo. Até breve, queridos jovens! Que Deus vos abençoe!”, manifestou o Bento XVI, em português, durante sua tradicional mensagem do Ângelus, após a missa, ainda em “Quatro Ventos”.
Papa no Brasil
A próxima visita do Papa ao Brasil indica também a atenção do Vaticano como país onde vivem mais pessoas que professam a fé católica no mundo.
Em 2005, segundo dados do IBGE, em 2000 o número de católicos era de 125 milhões.
Segundo dados da Santa Sé, antes da visita anterior do Pontífice, em 2007, eram 155,63 milhões, 84,5% da população católica.
Programação
Na programação oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio, já estão confirmadas as catequeses, a Via Sacra, a Vigília e a missa com o Papa, eventos já tradicionais em todas as edições da Jornada Mundial da Juventude.
Custos da Jornada Mundial da Juventude Rio
“A maioria dos recursos procederão das inscrições que começarão no final de 2012. Mas antes do início das inscrições, precisamos de recursos para as primeiras despesas como a divulgação”, explica o vice-coordenador.
Além das inscrições dos jovens, a igreja espera contar com recursos vindos de patrocinadores. Já os suportes na segurança e no transporte, serão concedidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como é natural em qualquer evento.
Expectativas
Desde 2007, quando o Brasil se colocou oficialmente como candidato para sede de uma Jornada Mundial da Juventude, que as expectativas eram grandes.
Em 2010, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, durante a jornada arquidiocesana da juventude, exibiu um vídeo expressando o entusiasmo da arquidiocese para que a capital carioca fosse escolhida como sede da próxima Jornada Mundial da Juventude.
Por quatro dias, entre 18 e 21 de agosto, o Papa Bento XVI foi para Madri, capital da Espanha, para acompanhar os eventos da Jornada Mundial da Juventude, que reúne católicos do mundo todo.
Quase dois milhões de pessoas participaram do evento.
A delegação brasileira enviada a Madri foi a maior de todas as jornadas. Mais de 15 mil jovens participaram da pré-jornada, catequeses, feira vocacional e vigília.
Também na última missa da Jornada de Madri, foi entregue a Cruz Peregrina. Criada pelo Papa João Paulo II, ela é levada, pelos jovens, a todo mundo como símbolo do amor de Cristo pela humanidade. No Brasil, a cruz chega em 18 de setembro, na Cidade de São Paulo.
Jornadas Mundiais da Juventude
As jornadas mundiais da juventude nasceram em 1984, por iniciativa do Papa João Paulo II. A inicial foi em Roma, marcando as celebrações do Ano Santo da Redenção.
Passou a ser permanente e cada encontro internacional tem como lema uma frase bíblica e todas contam com um hino, inspirando os jovens a refletir sobre o evangelho.
A cada três anos acontece um evento de caráter mundial, onde a celebração se estende por uma semana, com manifestações religiosas, culturais e festivas e se completa com uma eucaristia comandada pelo Papa.”
Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, é importante anunciar essa jornada da tribuna porque todos os dias deputados vêm a esta tribuna levantam a preocupação com a juventude que está enraizada no que não é positivo, enraizada nas drogas e outros males. Quem sabe essa jornada mundial, que será ecumênica, trará um pouco de paz, de tranqüilidade, de harmonia, tanto para nossa juventude quanto para o povo brasileiro.
Infelizmente, Sr. Presidente, aqui fala-se de 84% da fé católica, mas eu como católico praticante, percebo que tem muitos que se dizem católicos, mas que não são católicos e sim tem apelido, ou seja, buscam a religião somente na hora da angústia e da agonia. É importante que professamos a fé, seja ela católica, seja cristã, seja evangélica porque o mundo precisa de Deus.
Quem sabe essa jornada poderá ser um ponto de conversão ao povo brasileiro. Muito obrigado Sr. Presidente.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 089ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 23 de agosto.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
DEPUTADO COMENTA SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO EM CONFERÊNCIA SOBRE ALIMENTAÇÃO EM SUZANO
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, mais uma vez venho à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Hoje, coincidentemente, é dia de falar sobre a fome, sobre a miséria. Quero parabenizar o deputado Olímpio Gomes por fazer essa fiscalização e exigir documentos. Não sou contra as inserções, deputado, porque são ferramentas de trabalho do deputado. Agora, vamos ser coerentes e não subestimar a capacidade e a inteligência de cada ser humano, principalmente dos legisladores que vieram para cá justamente para fiscalizar. Parabéns pela sua disposição de fiscalizar com o pé no chão, não só o Poder Executivo, como também o Poder Legislativo, que é nosso papel.
Quero fazer mais um anúncio sobre a minha cidade, da cidade de Suzano, onde aconteceu 2ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, organizada pelo Conselho que leva o mesmo nome, no dia 12 de agosto. O tema da Conferência foi “Alimentação Adequada e Saudável: Direito de todos”, que também será debatido na 4ª Conferência Nacional, programada para novembro do corrente, lá na Cidade de Salvador (BA).
O objetivo da conferência foi avaliar a situação da segurança alimentar da população e discutir diretrizes para a elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar, que terá como função definir metas e ações na melhoria dos hábitos alimentares e nutricionais da população.
Os debates concentraram-se nos três eixos: avanços, ameaças e perspectivas para efetivação do direito humano à alimentação adequada e saudável e a soberania alimentar.
O evento contou, também, com a participação de Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), um dos maiores nomes da luta contra a fome. Muito antes das preocupações dos governantes, antes mesmo do Betinho, quando conseguiu denunciar que a população do Brasil passava fome, Dom Mauro Morelli já era um denunciante da desnutrição e lutador pela alimentação adequada no mundo.
Dom Mauro Morelli foi Presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de São Paulo, além de promotor e defensor da nutrição e alimentação para o mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU), participou da 1ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Suzano, realizada em 2007, e fez questão de participar, também, da 2ª Conferência que aconteceu lá em Suzano agora neste ano.
A sua fala foi como um dos formuladores do programa Fome Zero e integrante da ação de cidadania contra a miséria, sendo que nesta luta ele fez questão de dar oportunidade para que os participantes da conferência se dividissem em grupos para discutir os eixos temáticos.
Foram feitas várias propostas interessantes: entre elas a criação de cozinhas comunitárias na cidade, a presença de nutricionistas em unidade de saúde e nas escolas, criação de uma Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar, o aumento da produção orgânica em Suzano e região, a melhoria na regularização das feiras livres, proibição do uso de agrotóxicos pelos agricultores locais, estaduais e nacionais.
Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, sabemos que algumas das propostas foram feitas não são da sua alçada do município.
A Conferência de Segurança Alimentar tem a sua motivação; as reivindicações saem da região tão logo venha a Conferência Estadual - nós tiramos delegado de lá para isso - e ao final na Conferência Nacional.
Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, são muito importantes as conferências de todos os segmentos. Principalmente no que já foi colocado hoje por alguns pares que me antecederam, o combate à fome, o combate à miséria. Tenho certeza que a Conferência Nacional de Segurança Alimentar que será realizada em Salvador dará muitas pistas boas para que a Presidente Dilma Rousseff e os governadores tenham a oportunidade de acabar com essa vergonha que é a fome no Brasil e no mundo. Muito obrigado Sr. Presidente.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 087ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 18 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
Quero fazer mais um anúncio sobre a minha cidade, da cidade de Suzano, onde aconteceu 2ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, organizada pelo Conselho que leva o mesmo nome, no dia 12 de agosto. O tema da Conferência foi “Alimentação Adequada e Saudável: Direito de todos”, que também será debatido na 4ª Conferência Nacional, programada para novembro do corrente, lá na Cidade de Salvador (BA).
O objetivo da conferência foi avaliar a situação da segurança alimentar da população e discutir diretrizes para a elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar, que terá como função definir metas e ações na melhoria dos hábitos alimentares e nutricionais da população.
Os debates concentraram-se nos três eixos: avanços, ameaças e perspectivas para efetivação do direito humano à alimentação adequada e saudável e a soberania alimentar.
O evento contou, também, com a participação de Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), um dos maiores nomes da luta contra a fome. Muito antes das preocupações dos governantes, antes mesmo do Betinho, quando conseguiu denunciar que a população do Brasil passava fome, Dom Mauro Morelli já era um denunciante da desnutrição e lutador pela alimentação adequada no mundo.
Dom Mauro Morelli foi Presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de São Paulo, além de promotor e defensor da nutrição e alimentação para o mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU), participou da 1ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Suzano, realizada em 2007, e fez questão de participar, também, da 2ª Conferência que aconteceu lá em Suzano agora neste ano.
A sua fala foi como um dos formuladores do programa Fome Zero e integrante da ação de cidadania contra a miséria, sendo que nesta luta ele fez questão de dar oportunidade para que os participantes da conferência se dividissem em grupos para discutir os eixos temáticos.
Foram feitas várias propostas interessantes: entre elas a criação de cozinhas comunitárias na cidade, a presença de nutricionistas em unidade de saúde e nas escolas, criação de uma Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar, o aumento da produção orgânica em Suzano e região, a melhoria na regularização das feiras livres, proibição do uso de agrotóxicos pelos agricultores locais, estaduais e nacionais.
Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, sabemos que algumas das propostas foram feitas não são da sua alçada do município.
A Conferência de Segurança Alimentar tem a sua motivação; as reivindicações saem da região tão logo venha a Conferência Estadual - nós tiramos delegado de lá para isso - e ao final na Conferência Nacional.
Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, são muito importantes as conferências de todos os segmentos. Principalmente no que já foi colocado hoje por alguns pares que me antecederam, o combate à fome, o combate à miséria. Tenho certeza que a Conferência Nacional de Segurança Alimentar que será realizada em Salvador dará muitas pistas boas para que a Presidente Dilma Rousseff e os governadores tenham a oportunidade de acabar com essa vergonha que é a fome no Brasil e no mundo. Muito obrigado Sr. Presidente.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 087ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 18 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
EMENDA BENEFICIA VILA MALUF EM SUZANO
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, telespectador da TV Assembleia, alunos da Escola Estadual José Guilherme, de Bragança Paulista; vereadores mirins da Câmara Jovem de Pederneiras, liderada pelo Presidente da Câmara Francisco Ricardo, pelo Vereador José Carlos e pelo Diretor Oripes Maciel. Sejam bem-vindos. Vocês são o futuro do Brasil de amanhã.
Gostaria de justificar as cadeiras vazias dizendo que em quase todos os plenários da Casa estão ocorrendo reuniões de comissões, que têm a presença dos deputados. Outros estão em audiências. Isso reflete a sintonia do trabalho da Assembleia Legislativa em todos os quatro cantos do Estado.
Mas, Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, o que me traz à tribuna é um assunto simples, mas de fundamental importância.
A Prefeitura de Suzano, com a contrapartida de uma emenda parlamentar deste deputado e do deputado federal José Mentor, teve a grata satisfação de reinaugurar no dia 13 de agosto uma praça na Vila Maluf, com uma quadra para a prática de esportes, com bancos de areia, iluminação, serviço de paisagismo, pista para caminhada, pintura e recolocação de brinquedos.
Digo que a obra é de fundamental importância porque muitas vezes as nossas cidades fazem do centro o seu cartão de visitas em detrimento da periferia, que fica sem espaço de lazer. Às vezes a população não tem nem o dinheiro da passagem para chegar ao centro e desfrutar das atividades de lazer.
Senti uma satisfação muito grande em poder colaborar com a Prefeitura de Suzano, aliás, uma cidade que amo muito, cidade que adotei como minha terra natal porque foi ali que tive oportunidade de colaborar com os projetos para a região. Fui vereador na cidade por três mandatos consecutivos, hoje administrada pelo prefeito Marcelo Candido, por sinal meu filho, que está fazendo um excelente trabalho tanto no centro como na periferia. Fiz questão de frisar esse momento porque é importante que todas as cidades dêem essa oportunidade aos jovens, à população da periferia.
Encerro dizendo aos nossos assistentes que sejam bem-vindos. E aos jovens da câmara jovem, acompanhados do meu colega Celso, de Pederneiras, que sejam no futuro políticos observadores, porque o Brasil e o mundo precisam de pessoas sérias, que fazem jus a cada cargo, em cada segmento. Nós que já estamos de cabelo branco ficamos esperançosos quando vemos o interesse da juventude em nos acompanhar nesta Casa legislativa porque o futuro é de vocês.
Obrigado!
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 086ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 17 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
Gostaria de justificar as cadeiras vazias dizendo que em quase todos os plenários da Casa estão ocorrendo reuniões de comissões, que têm a presença dos deputados. Outros estão em audiências. Isso reflete a sintonia do trabalho da Assembleia Legislativa em todos os quatro cantos do Estado.
Mas, Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, o que me traz à tribuna é um assunto simples, mas de fundamental importância.
A Prefeitura de Suzano, com a contrapartida de uma emenda parlamentar deste deputado e do deputado federal José Mentor, teve a grata satisfação de reinaugurar no dia 13 de agosto uma praça na Vila Maluf, com uma quadra para a prática de esportes, com bancos de areia, iluminação, serviço de paisagismo, pista para caminhada, pintura e recolocação de brinquedos.
Digo que a obra é de fundamental importância porque muitas vezes as nossas cidades fazem do centro o seu cartão de visitas em detrimento da periferia, que fica sem espaço de lazer. Às vezes a população não tem nem o dinheiro da passagem para chegar ao centro e desfrutar das atividades de lazer.
Senti uma satisfação muito grande em poder colaborar com a Prefeitura de Suzano, aliás, uma cidade que amo muito, cidade que adotei como minha terra natal porque foi ali que tive oportunidade de colaborar com os projetos para a região. Fui vereador na cidade por três mandatos consecutivos, hoje administrada pelo prefeito Marcelo Candido, por sinal meu filho, que está fazendo um excelente trabalho tanto no centro como na periferia. Fiz questão de frisar esse momento porque é importante que todas as cidades dêem essa oportunidade aos jovens, à população da periferia.
Encerro dizendo aos nossos assistentes que sejam bem-vindos. E aos jovens da câmara jovem, acompanhados do meu colega Celso, de Pederneiras, que sejam no futuro políticos observadores, porque o Brasil e o mundo precisam de pessoas sérias, que fazem jus a cada cargo, em cada segmento. Nós que já estamos de cabelo branco ficamos esperançosos quando vemos o interesse da juventude em nos acompanhar nesta Casa legislativa porque o futuro é de vocês.
Obrigado!
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 086ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 17 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
DEPUTADO DISCURSA SOBRE LANÇAMENTO DO NOVO EIXO DO MANDATO: CULTURA
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público que nos assiste, funcionários, imprensa, quero fazer dois comentários. Primeiro parabenizar a Deputada Heroilma, que no dia 12 de agosto recebeu da cidade de Itaquaquecetuba o título de cidadã itaquaquecetubense. Ela veio da Bahia e está em Itaquá há algum tempo. O Poder Legislativo Municipal teve a oportunidade de fazer essa que é uma das maiores honrarias a alguém. Parabéns, vereadores, pela concessão do título, e parabéns Deputada. Você merece. Sou da vizinha cidade de Suzano e conheço o seu trabalho como primeira dama, como presidente do Fundo de Promoção Social e como deputada.
O outro assunto é o lançamento do Eixo de Cultura no meu mandato. Já trabalhávamos com os temas: meio ambiente, igualdade racial e social e direitos humanos. Nesse segundo mandato, fui cobrado para fazer algo além do que já vínhamos fazendo na cultura, liberando algumas emendas participando de alguns movimentos culturais. E ontem, como poderão ver nas fotos, tivemos a oportunidade de chamar alguns artistas e grupos culturais da região para participarem desse lançamento. A exemplo da prefeitura de Suzano, que é uma das poucas que investe 2% do orçamento na cultura, nesse mandato resolvi abraçar a causa da cultura não só na cidade de Suzano como em todo o Estado de São Paulo.
Tive o privilégio de ser honrado com a presença do diretor estadual da Funarte, Tadeu de Souza; do ex- secretário de Cultura na gestão Elói Pietá, quando foi prefeito em Guarulhos, hoje vereador Edmilson Souza, que também é Secretário Nacional da Cultura do PT; além do nosso Secretário da Cultura, companheiro Walmir Pinto, que desde 2005 está inovando a cidade Suzano, mostrando a real necessidade de o povo ter cultura.
Além dessas presenças ilustres, tivemos algumas atrações: a Congada de Santa Efigênia e o Teatro de Bonecos, ambos de Mogi das Cruzes, além de alguns artistas musicais, que mostraram a importância desse segmento.
Cultura combate o estresse, o nervosismo e tira a nossa juventude das coisas ilícitas. Através da cultura educamos o Brasil e o povo brasileiro.
Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, estou disposto a trazer a mais essa novidade nesse mandato, fiscalizando as leis e a questão da cultura, apresentando projetos nessa área. Existem verbas nos governos federal, e estadual e municipal, que muitas vezes não são investidas em algo tão importante que é a cultura, e estou aqui para lutar para que estas e tantas outras coisas boas aconteçam em prol da promoção cultural em nosso Estado.
Obrigado!
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 085ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 16 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
O outro assunto é o lançamento do Eixo de Cultura no meu mandato. Já trabalhávamos com os temas: meio ambiente, igualdade racial e social e direitos humanos. Nesse segundo mandato, fui cobrado para fazer algo além do que já vínhamos fazendo na cultura, liberando algumas emendas participando de alguns movimentos culturais. E ontem, como poderão ver nas fotos, tivemos a oportunidade de chamar alguns artistas e grupos culturais da região para participarem desse lançamento. A exemplo da prefeitura de Suzano, que é uma das poucas que investe 2% do orçamento na cultura, nesse mandato resolvi abraçar a causa da cultura não só na cidade de Suzano como em todo o Estado de São Paulo.
Tive o privilégio de ser honrado com a presença do diretor estadual da Funarte, Tadeu de Souza; do ex- secretário de Cultura na gestão Elói Pietá, quando foi prefeito em Guarulhos, hoje vereador Edmilson Souza, que também é Secretário Nacional da Cultura do PT; além do nosso Secretário da Cultura, companheiro Walmir Pinto, que desde 2005 está inovando a cidade Suzano, mostrando a real necessidade de o povo ter cultura.
Além dessas presenças ilustres, tivemos algumas atrações: a Congada de Santa Efigênia e o Teatro de Bonecos, ambos de Mogi das Cruzes, além de alguns artistas musicais, que mostraram a importância desse segmento.
Cultura combate o estresse, o nervosismo e tira a nossa juventude das coisas ilícitas. Através da cultura educamos o Brasil e o povo brasileiro.
Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, estou disposto a trazer a mais essa novidade nesse mandato, fiscalizando as leis e a questão da cultura, apresentando projetos nessa área. Existem verbas nos governos federal, e estadual e municipal, que muitas vezes não são investidas em algo tão importante que é a cultura, e estou aqui para lutar para que estas e tantas outras coisas boas aconteçam em prol da promoção cultural em nosso Estado.
Obrigado!
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 085ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 16 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
domingo, 14 de agosto de 2011
DEPUTADO JOSÉ CANDIDO COMENTA SOBRE OS CINCO ANOS DA LEI MARIA DA PENHA
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, telespectadores da TV Assembleia, ouvi comentários sobre violência. O nobre Deputado Dilmo dos Santos falou sobre violência contra os idosos. O nobre Deputado Jooji Hato falou sobre a violência das drogas. Vou abordar sobre os cinco anos da Lei Maria da Penha.
Passo a ler documento para que conste nos Anais da Casa.
“Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha (11.340/06) completou cinco anos de existência no último domingo, dia 7 de agosto, com aprovação de 80% dos brasileiros, segundo pesquisa deste ano da Fundação Perseu Abramo, do PT.
Nesses cinco anos, a Lei Maria da Penha já deixou uma lição: o mais importante para quem sofre violência doméstica é denunciar logo, denunciar cedo e evitar que uma ameaça ou uma agressão verbal se transformem em uma tragédia.
Diz a introdução da Lei Maria da Penha:
"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do Art. 226 da Constituição Federal, da convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e da convenção interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher; dispõe sobre a criação dos juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher; altera o código de processo penal, o código penal e a lei de execução penal; e dá outras: providências."
Pesquisas revelam que uma em cada cinco mulheres admite já ter sofrido algum tipo de agressão por parte de um homem (fora as que não admitem) e que, em 80% dos casos, os responsáveis por tal ato foram seus parceiros (marido ou namorado).
Com o objetivo de proteger as mulheres da violência doméstica, a lei triplicou a pena para esse tipo de agressão, permitiu a prisão em flagrante dos agressores e acabou com as penas pecuniárias - quando a detenção é substituída por pagamento de multa ou cestas básicas.
Relatora do projeto que gerou a lei, na Câmara, a Deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que ainda existe resistência à aplicação da norma por parte de alguns juízes. Para ela, é necessário maior empenho do poder público e da sociedade para fazer com que a lei seja efetivamente cumprida.
A deputada ressaltou também a responsabilidade das mulheres no combate à violência doméstica. “As mulheres também têm que assumir a atitude de não aceitar submissão e, acontecendo qualquer tipo de agressão, denunciar na hora. O perdão leva a uma segunda violência e já levou à morte muitas mulheres nesse país".
Violência
A pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostra que a Lei Maria da Penha é bastante conhecida no Brasil: 85% dos brasileiros já ouviram falar da norma, mesmo conhecendo apenas superficialmente o seu conteúdo.
Apesar disso, o levantamento aponta que a violência contra a mulher permanece frequente. Segundo a fundação, 4 em cada 10 brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica.
Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher, a norma foi batizada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu ex-marido.
Desde a criação da lei, a central de atendimento a mulher, o ligue 180, do governo federal, já recebeu 240 mil denúncias. A maioria relatou ser agredida pelo marido e na frente dos filhos. E, ao contrário do que se pensa, a maior parte das mulheres não depende financeiramente do agressor.
Nesses cinco anos, a Lei Maria da Penha já deixou uma lição: o mais importante para quem sofre violência doméstica é denunciar logo, denunciar cedo e evitar que uma ameaça ou uma agressão verbal se transformem em uma tragédia.
Alguns dados:
- após cinco anos da lei, mais de 300 mil processos foram[Quebra Suave]abertos em todo o país.
- segundo a Agência Patrícia Galvão, seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
- machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência, na opinião de 1.800 entrevistados que participaram da pesquisa percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / Ipsos, no período de 31 de janeiro e 10 de fevereiro deste ano.
- O levantamento, realizado em 70 municípios das cinco regiões do país, mostrou que uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez "algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido".
- Seis em cada sete mulheres e homens já tenham ouvido falar da Lei Maria da Penha, quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) tenham uma percepção positiva da mesma. No entanto, dos 94% dos entrevistados que disseram conhecer a Lei Maria da Penha, apenas 13% sabem o seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
- Contraditoriamente, 52% não acreditam nas instituições para combater a violência doméstica. Os entrevistados responderam que juízes e oliciais desqualificam o problema.
- A pesquisa revelou também que 91% dos homens dizem considerar que "bater em mulher é errado em qualquer situação" e que o parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados.
- O medo segue sendo a principal causa para as mulheres não denunciarem a violência. A exemplo da pesquisa feita pelo Instituto Avon/Ipsos, o estudo mulheres brasileiras nos espaços público e privado, realizado em 2010, pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc, apontou que 68% não denunciaram os agressores por medo. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros.
- Ainda segundo a pesquisa da Perseu Abramo, 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006)
- A pesquisa DataSenado mostra um dado importante: o crescimento sobre o conhecimento da Lei Maria da Penha. O levantamento indicou nos dois últimos anos que 98% tinham ouvido falar na lei, contra 83% em 2009.”
Maria da Penha Fernandes sofreu por 20 anos, até que ela resolveu apelar. Ela é uma das muitas que estão paraplégicas. E as que já morreram? Ou as que não denunciaram por medo, porque sofrem ameaça de morte?
Alguns dados aqui nos animam, mas continuamos preocupados porque 40%, segundo a pesquisa, dizem ter sofrido algum tipo de agressão. Nós, políticos, principalmente o Executivo, precisamos nos precaver sobre o assunto.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Jooji Hato.
* * *
Gostaria de relatar, até com muito orgulho, que na nossa cidade, Suzano, temos quatro CRAS - Centro de Referência Social, 1 Creas - Centro de Referência Especializada em Assistência, 1 Casa de Acolhida para Mulheres Vítimas de Violência e 1 Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Deveria haver esse tipo de incentivo em outras cidades para que diminua o percentual de violência em nosso país. É triste que o mundo afora conheça este lado do Brasil, da violência, e do machismo que ainda agride as nossas mulheres que representam 50% do nosso país.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 081ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 10 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
Passo a ler documento para que conste nos Anais da Casa.
“Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha (11.340/06) completou cinco anos de existência no último domingo, dia 7 de agosto, com aprovação de 80% dos brasileiros, segundo pesquisa deste ano da Fundação Perseu Abramo, do PT.
Nesses cinco anos, a Lei Maria da Penha já deixou uma lição: o mais importante para quem sofre violência doméstica é denunciar logo, denunciar cedo e evitar que uma ameaça ou uma agressão verbal se transformem em uma tragédia.
Diz a introdução da Lei Maria da Penha:
"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do Art. 226 da Constituição Federal, da convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e da convenção interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher; dispõe sobre a criação dos juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher; altera o código de processo penal, o código penal e a lei de execução penal; e dá outras: providências."
Pesquisas revelam que uma em cada cinco mulheres admite já ter sofrido algum tipo de agressão por parte de um homem (fora as que não admitem) e que, em 80% dos casos, os responsáveis por tal ato foram seus parceiros (marido ou namorado).
Com o objetivo de proteger as mulheres da violência doméstica, a lei triplicou a pena para esse tipo de agressão, permitiu a prisão em flagrante dos agressores e acabou com as penas pecuniárias - quando a detenção é substituída por pagamento de multa ou cestas básicas.
Relatora do projeto que gerou a lei, na Câmara, a Deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que ainda existe resistência à aplicação da norma por parte de alguns juízes. Para ela, é necessário maior empenho do poder público e da sociedade para fazer com que a lei seja efetivamente cumprida.
A deputada ressaltou também a responsabilidade das mulheres no combate à violência doméstica. “As mulheres também têm que assumir a atitude de não aceitar submissão e, acontecendo qualquer tipo de agressão, denunciar na hora. O perdão leva a uma segunda violência e já levou à morte muitas mulheres nesse país".
Violência
A pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostra que a Lei Maria da Penha é bastante conhecida no Brasil: 85% dos brasileiros já ouviram falar da norma, mesmo conhecendo apenas superficialmente o seu conteúdo.
Apesar disso, o levantamento aponta que a violência contra a mulher permanece frequente. Segundo a fundação, 4 em cada 10 brasileiras afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica.
Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher, a norma foi batizada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu ex-marido.
Desde a criação da lei, a central de atendimento a mulher, o ligue 180, do governo federal, já recebeu 240 mil denúncias. A maioria relatou ser agredida pelo marido e na frente dos filhos. E, ao contrário do que se pensa, a maior parte das mulheres não depende financeiramente do agressor.
Nesses cinco anos, a Lei Maria da Penha já deixou uma lição: o mais importante para quem sofre violência doméstica é denunciar logo, denunciar cedo e evitar que uma ameaça ou uma agressão verbal se transformem em uma tragédia.
Alguns dados:
- após cinco anos da lei, mais de 300 mil processos foram[Quebra Suave]abertos em todo o país.
- segundo a Agência Patrícia Galvão, seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
- machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência, na opinião de 1.800 entrevistados que participaram da pesquisa percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / Ipsos, no período de 31 de janeiro e 10 de fevereiro deste ano.
- O levantamento, realizado em 70 municípios das cinco regiões do país, mostrou que uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez "algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido".
- Seis em cada sete mulheres e homens já tenham ouvido falar da Lei Maria da Penha, quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) tenham uma percepção positiva da mesma. No entanto, dos 94% dos entrevistados que disseram conhecer a Lei Maria da Penha, apenas 13% sabem o seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
- Contraditoriamente, 52% não acreditam nas instituições para combater a violência doméstica. Os entrevistados responderam que juízes e oliciais desqualificam o problema.
- A pesquisa revelou também que 91% dos homens dizem considerar que "bater em mulher é errado em qualquer situação" e que o parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados.
- O medo segue sendo a principal causa para as mulheres não denunciarem a violência. A exemplo da pesquisa feita pelo Instituto Avon/Ipsos, o estudo mulheres brasileiras nos espaços público e privado, realizado em 2010, pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc, apontou que 68% não denunciaram os agressores por medo. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros.
- Ainda segundo a pesquisa da Perseu Abramo, 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006)
- A pesquisa DataSenado mostra um dado importante: o crescimento sobre o conhecimento da Lei Maria da Penha. O levantamento indicou nos dois últimos anos que 98% tinham ouvido falar na lei, contra 83% em 2009.”
Maria da Penha Fernandes sofreu por 20 anos, até que ela resolveu apelar. Ela é uma das muitas que estão paraplégicas. E as que já morreram? Ou as que não denunciaram por medo, porque sofrem ameaça de morte?
Alguns dados aqui nos animam, mas continuamos preocupados porque 40%, segundo a pesquisa, dizem ter sofrido algum tipo de agressão. Nós, políticos, principalmente o Executivo, precisamos nos precaver sobre o assunto.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Jooji Hato.
* * *
Gostaria de relatar, até com muito orgulho, que na nossa cidade, Suzano, temos quatro CRAS - Centro de Referência Social, 1 Creas - Centro de Referência Especializada em Assistência, 1 Casa de Acolhida para Mulheres Vítimas de Violência e 1 Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Deveria haver esse tipo de incentivo em outras cidades para que diminua o percentual de violência em nosso país. É triste que o mundo afora conheça este lado do Brasil, da violência, e do machismo que ainda agride as nossas mulheres que representam 50% do nosso país.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 081ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 10 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
DEPUTADO JOSÉ CANDIDO FALA SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO NOS ENCONTROS QUILOMBOLAS
O SR. JOSÉ CÂNDIDO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, telespectadores da TV Assembleia, assomo à tribuna na tarde de hoje para tecer alguns comentários sobre o Encontro Estadual e sobre o Encontro Nacional dos Quilombolas, realizado no Rio de Janeiro. No último dia dois, foi realizado nesta Casa o Encontro Estadual dos Quilombolas, as pessoas que ainda moram em quilombos no Estado de São Paulo. Lamentavelmente, são mais de 50 quilombos e apenas quatro possuem titulação, ou seja, documento que dá autonomia aos moradores do local. Ainda faltam, praticamente, 99% para serem titulados.
Boa parte dos quilombolas residem no Vale do Ribeira. Eles não puderam estar presentes no Encontro Estadual porque foram acometidos pela tragédia da enchente. Esta Casa está fazendo campanha de arrecadação, pois a situação dos nossos irmãos, tanto dos quilombolas quanto dos moradores da região, é muito complicada e eles estão precisando da nossa ajuda. Há pessoas que perderam tudo com essa enchente, oriunda de águas vindas do Estado do Paraná devido à abertura das comportas das represas do Ribeira de Iguape, que inundou todo o Vale do Ribeira.
Mas o Encontro Estadual deu a oportunidade deste deputado, com o aval de vários deputados desta Casa, fazer uma comissão de representação na qual tive a oportunidade de ir ao Rio de Janeiro e participar do Encontro Nacional dos Quilombolas. Não tive a oportunidade de ficar em todos os dias, mas participei da abertura e do primeiro dia de trabalho. Deu para perceber que é um segmento que ainda está abandonado pelo Estado de São Paulo e pelo nosso país. Existe um desrespeito muito grande em todos os tipos de assistência possível e necessária. Os quilombolas não têm assistências médica e previdenciária, nem estradas, e eles não são respeitados na sua posse de terra, que é herança dos seus ancestrais. Lá atrás, década de 1888, algumas heranças foram deixadas como dádivas, mas até hoje não foram legalizadas.
Voltei de lá um pouco contende pelo fato deles ainda terem disposição de se organizar para denunciar a situação, mas aborrecido em saber que em pleno século 21 os nossos irmãos quilombolas vivem, às vezes, em péssimas condições, a exemplo também do que sofrem muitos indígenas. Como os negros, os índios são os primeiros brasileiros que estão sendo desrespeitados.
Foi muito boa a minha presença lá representando a Assembleia Legislativa, tanto para trazer as reivindicações, que também são do Estado de São Paulo, como presenciando essa situação caótica dos nossos irmãos quilombolas.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 080ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 09 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
Boa parte dos quilombolas residem no Vale do Ribeira. Eles não puderam estar presentes no Encontro Estadual porque foram acometidos pela tragédia da enchente. Esta Casa está fazendo campanha de arrecadação, pois a situação dos nossos irmãos, tanto dos quilombolas quanto dos moradores da região, é muito complicada e eles estão precisando da nossa ajuda. Há pessoas que perderam tudo com essa enchente, oriunda de águas vindas do Estado do Paraná devido à abertura das comportas das represas do Ribeira de Iguape, que inundou todo o Vale do Ribeira.
Mas o Encontro Estadual deu a oportunidade deste deputado, com o aval de vários deputados desta Casa, fazer uma comissão de representação na qual tive a oportunidade de ir ao Rio de Janeiro e participar do Encontro Nacional dos Quilombolas. Não tive a oportunidade de ficar em todos os dias, mas participei da abertura e do primeiro dia de trabalho. Deu para perceber que é um segmento que ainda está abandonado pelo Estado de São Paulo e pelo nosso país. Existe um desrespeito muito grande em todos os tipos de assistência possível e necessária. Os quilombolas não têm assistências médica e previdenciária, nem estradas, e eles não são respeitados na sua posse de terra, que é herança dos seus ancestrais. Lá atrás, década de 1888, algumas heranças foram deixadas como dádivas, mas até hoje não foram legalizadas.
Voltei de lá um pouco contende pelo fato deles ainda terem disposição de se organizar para denunciar a situação, mas aborrecido em saber que em pleno século 21 os nossos irmãos quilombolas vivem, às vezes, em péssimas condições, a exemplo também do que sofrem muitos indígenas. Como os negros, os índios são os primeiros brasileiros que estão sendo desrespeitados.
Foi muito boa a minha presença lá representando a Assembleia Legislativa, tanto para trazer as reivindicações, que também são do Estado de São Paulo, como presenciando essa situação caótica dos nossos irmãos quilombolas.
Discurso que proferi na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a 080ª. Sessão Ordinária, realizada no dia 09 de agosto.
Deputado Estadual José Candido
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